São Paulo da Garoa, São Paulo da Gente Boa!

São Paulo da Garoa

Composição: Tonico, Tinoco / B. Trajano

Como o tempo passa, como o tempo voa,
Neste meu São Paulo, terra da garoa.
(bis)

São Paulo de dante, que o bonde corria,
Na ruinha estreita, na garoa fria.
O luar de prata que não vorta mai,
Minha serenata no bairro do Braiz.

Como o tempo passa,…
Cidade singela que a saudade trais,
Da luz amarela, do lampião de gais,
Todo os bandeirante nóis vamo saudá,
São Paulo gigante, não pode pará.

Como o tempo passa, …
A Light que acende lá nas marginais,
Viaduto se estende, tá crescendo mais.
Como o tempo passa,…….

Lavadeiras nas margens do Rio Tietê ao lado da Ponte das Bandeiras.

Mais um dia de chuva em Sampa!

Estes dois últimos meses testaram a paciência do paulistano, e também a eficiência do poder público para resolver problemas como este. Se fosse uma partida de futebol, o placar seria Chuva 10 X poder público 0, e ainda estamos bem longe do final da partida, temos ainda as famosas águas de Março fechando o verão.

Como eu já havia citado antes, o El Ninho vai levar a culpa, e esta levando. Ok, o El Ninho, La Ninha existem e tem agido fortemente, mas será só isso?

Pessoal vocês sabem que se trata de um Ecossistema que esta sendo agredido há anos, certo? Os hidrocarbonetos, CO2, CO, os porcos, as galinhas, as vacas, todos são responsáveis, até a famosa Sra. de Taubaté alcunhada pelo bondoso apelido, “ A Velhinha de Taubaté” sabe que devemos parar de emitir gases formadores do efeito estufa, devemos buscar energia limpa, cuidar do ecossistema de nosso planeta, enfim; todos já sabem.

O professor Massuia já ensinava aos seus alunos do Instituto de Educação João Cursino em São José dos Campos nas aulas de geografia, que o ecossistema é muitíssimo delicado (sim, é isso mesmo em 1972 tínhamos aulas sobre ecologia). Lembro-me bem da aula sobre lençol freático, o prof. Massuia nos levou na avenida Dr. Nelson D’Ávilla e lá pudemosv er  para onde vão as águas chuva, e a importância de não impermeabilizar o solo. Eu tinha 13 anos de idade.

Sampa; eu posso chamar São Paulo carinhosamente, pois quando saí de São José dos Campos São Paulo me acolheu, a Capital mais industrializada do Brasil impressionava.  Os anos se passaram, os planos diretores para a Metrópole foram desenhados, redesenhados inúmeras vezes, e os “arranha céus” foram descortinando a paisagem, para muitos a imagem do progresso.

O Paulistano esta se perguntando! Esqueceram os Urbanistas e Administradores da ex-Terra da Garoa, das aulas de Geografia?

Canalizaram os rios, deixaram a especulação imobiliária lotear as margens e várzeas  e riachos em troca de votos para os políticos e dinheiro para os agigantados malfeitores de Sampa.

Prestes Maia, Setubal, Arthur de Azevedo e tantos outros benfeitores da Velha Sampa, devem estar chorando, molhando ainda mais o solo já encharcado da nossa querida cidade.

Vamos dar um “basta” aos abutres da Megalópole! Fora políticos corruptos! Fora corruptores! Fora gananciosos de plantão! Corram para salvar sua alma podre das inundações das cinco da tarde.

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