Greenpeace acusa Lula de duplicidade na política ambiental

Para diretor de ONG, Brasil faz boa imagem internacional, mas ‘prática não corresponde com discurso’

RIO DE JANEIRO – O diretor do Greenpeace Brasil, Sérgio Leitão, acusou nesta terça-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter um duplo padrão em questões ambientais, de acordo com declarações publicadas pela imprensa. Para ele, o Brasil “geralmente assume um bom discurso no palco internacional, como aconteceu na Dinamarca “, durante a Conferência do Clima, em Copenhague, mas “infelizmente, a prática não corresponde
com o discurso “.
O líder ambiental estava se referindo a intenção declarada pelo governo Lula de introduzir três vetos na nova lei da Política Nacional sobre Mudanças Climáticas, incluindo a que estabelece um compromisso “de abandonar paulatinamente” o uso de combustíveis fósseis.
Do texto, cuja publicação foi anunciada esta semana pelo Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, também será excluída a proibição de conceder financiamento público a projetos de grandes hidrelétricas. Além disso, o executivo se atribui a capacidade de reter e parar de gastar parte do orçamento destinado ao combate
alterações climáticas.
Leitão disse que, com as alterações introduzidas pelo Governo, cumprimento da nova lei será “voluntário”. “É mais uma bobagem para o velho festival de besteira que assola o país”, disse o representante do Greenpeace.
A lei estabelece a meta de redução de emissões entre 36,1% e 38,9% até 2020, com base nos níveis de 1990, o principal compromisso assumido pelo Brasil na última Cúpula do Clima, em Copenhague, que terminou no dia 17 de dezembro.
Para definir a forma de atingir esses objetivos, a partir de janeiro, o governo vai promover reuniões com os acadêmicos e empresários de áreas como construção, mineração, agricultura, indústria de bens de consumo e transportes públicos.

fonte: Estado – efe

Lula sanciona lei do clima com vetos

Um deles é o que previa eliminação do uso de combustíveis fósseis; corte de emissão por setor ficará para decreto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar hoje, com três vetos, a lei que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima. O texto formaliza o compromisso do País de reduzir entre 36,1% e 38,9% a emissão de CO2 até 2020, assumido na Conferência das Nações Unidas em Copenhague. Para alcançar a meta, a lei prevê a criação do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, que concentrará recursos para investimentos na área. A lei prevê ainda linhas de crédito e medidas fiscais e tributárias para estimular o uso de tecnologias limpas, como eólica e de fonte solar.

O texto que será sancionado por Lula representa o primeiro passo para implementação da meta assumida em Copenhague. Para ser colocado em prática é preciso que a lei seja regulamentada – uma tarefa árdua, diante da falta de consenso no próprio governo sobre quanto cada setor da economia deverá cortar nas emissões de CO2.

Os vetos foram decididos em reunião do presidente com os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e de Minas e Energia, Edison Lobão. Das 10 sugestões de veto à lei apresentadas pelos ministérios, 3 foram aceitas. Uma das alterações, pedida pelo ministério de Minas e Energia, suprime a determinação de o País “abandonar” paulatinamente o uso de combustíveis fósseis. Minc justificou a mudança: “A proposta é estimular fontes limpas e não necessariamente deixar de usar por completo fontes não renováveis.”

Outro veto, solicitado pela Advocacia Geral da União (AGU), consiste em dispositivo que estava previsto na lei que proibia contingenciamento de recurso para o combate a mudanças climáticas. “Essa foi uma interpretação técnica. Uma lei ordinária não pode tratar de contingenciamentos ao orçamento”, disse Minc.

Também foi determinada uma alteração ampla no artigo 10º da lei, que tratava das estratégias de incentivo a tecnologias limpas. O alvo principal da mudança foi estender às usinas hidrelétricas de grande porte o acesso a políticas de incentivo, até então restritas às pequenas.

As mudanças no texto não agradaram ambientalistas, mas, mesmo assim, as críticas foram comedidas. A estratégia é concentrar forças para a regulamentação, etapa fundamental. A recomendação é que ministérios comecem a trabalhar as suas sugestões a partir de janeiro. “A lei traça diretrizes gerais, é um plano de voo. Nossa preocupação é como fazer com que tais compromissos sejam materializados”, disse a secretária do Ministério do Meio Ambiente, Suzana Kahn. Minc gostaria que a regulamentação saísse rapidamente, antes que ele deixe o ministério para disputar as eleições de 2010.

Além da falta de entendimento dentro do próprio governo, há questões que ainda precisam ser amadurecidas. Entre elas está a forma como a política será colocada em prática. Suzana considera essencial, por exemplo, que as atribuições para a condução da política fiquem concentradas em uma entidade nacional. Ela ficaria encarregada de gerir recursos da do fundo criado pela lei – com dinheiro proveniente da exploração do petróleo. O ministério já começou a avaliar as possibilidades. “Há vários formatos possíveis: uma agência específica, uma comissão, uma secretaria. Mas essa discussão ainda é bastante recente, há muito o que se caminhar para que cheguemos a uma proposta, e, principalmente, que ela seja consensual.”

Membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, o pesquisador Carlos Nobre considerou previsível a retirada do texto da expressão “abandono paulatino” do uso de combustíveis fósseis por causa do pré-sal. Para ele, a mudança é um sinal de que a troca de energia fóssil por fontes mais limpas deve ocorrer num ritmo mais lento do que o desejado. Nobre considera essencial que investimentos em fontes limpas sejam prioritários. “Em menos de 50 anos, combustíveis fósseis terão de ser abandonados. É uma tendência mundial.”

Há cerca de dois meses, São Paulo foi o primeiro Estado a aprovar e sancionar sua própria lei de mudanças climáticas, prevendo um corte de 20% nas emissões em relação aos níveis de 2005.

SAIBA MAIS

Para combater as ações do homem que contribuem para o aquecimento global, a lei que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima cita como princípios a prevenção, a participação cidadã, o desenvolvimento sustentável e, no âmbito internacional, “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”

As medidas a serem tomadas devem ser motivadas por “razoável consenso por parte dos meios científicos e técnicos” e considerar “os diferentes contextos socioeconômicos”, distribuindo os ônus “de modo equitativo e equilibrado”. Ações de âmbito nacional devem integrar as ações no âmbito estadual e municipal”

Entre os objetivos estão conservar e recuperar recursos ambientais e consolidar e expandir áreas legalmente protegidas, além de incentivar o reflorestamento. Também prevê o desenvolvimento do Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE)

Prevê a promoção de pesquisas e difusão de tecnologias para reduzir emissões, o uso de instrumentos financeiros para ações de mitigação e adaptação e a “promoção da conscientização pública e da cooperação internacional”

Cita “medidas fiscais e tributárias” para estimular ações, como alíquotas diferenciadas e isenções, além de dar preferência, em licitações e concorrências públicas, a projetos que propiciem economia de recursos naturais e redução de emissões de gases-estufa. Também prevê metas “quantificáveis e verificáveis” para reduzir emissões.

Fonte: Estado Leonardo Goy e Lígia Formenti, BRASÍLIA

Não espere pelos governantes para tomar uma atitude.

Nós não podemos esperar por nossos governantes para tomar uma atitude em relação a mudança climática no mundo. Simples atitudes como utilizar ao máximo iluminação natural, desligar aparelhos não utilizados da tomada, banhos não demorados são algumas destas pequenas atitudes que fazem a diferença.

O consumo consciente, comprando aquilo que realmente necessitamos, na hora da compra saber se quem fabrica pratica os princípios da sustentabilidade, reutilizar, reciclar economizar são ações que tem que partir de nós.

Pressionar nossos governantes para que utilizem os recursos de nossos impostos pagos em projetos green, sustentáveis e que busquem diariamente a redução da emissão dos gases que geram o efeito estufa é um dever de todos, não pratique a alienação, não passe um cheque em branco para políticos corruptos e cobre os seus direitos de cidadão.

Pratique a cidadania a todo momento, procure por soluções e participe de debates visando esclarecer e se integrar aos principais movimentos que lutam pela sustentabilidade do planeta. A época de deixar para depois acabou, o momento certo de assumir o controle é este, pois os principais lideres do planeta estão reunidos para falar por nós e decidir por nós.

Faça o melhor por seu planeta e por seus amigos. Faça sua vida valer a pena.

Brasileiros emitem o dobro da média mundial de CO2, diz Inpe

Cada brasileiro é responsável pela emissão de 10 toneladas de gás carbônico (CO2) por ano, em média. O número é duas vezes maior do que a média mundial. Os dados são da Rede-Clima, ligada ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais Inpe.

“Somos o país em desenvolvimento com a maior média mundial”, disse Carlos Nobre, um dos coordenadores da Rede-Clima, ao participar de comissão geral na Câmara para discutir a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15). O encontro será realizado em dezembro, em Copenhague (Dinamarca).

A meta é de que a média mundial de emissão de CO2 seja de 1,2 tonelada por ano até 2050, para que a temperatura global não aumente 2 graus Celsius (°C). “Ela já subiu 0,8 °C nos últimos 100 anos. Falta 1,2 °C. Já chegamos muito próximo do limite”, disse Carlos Nobre.

Na avaliação do diretor executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Augusto Coelho Fernandes, a estratégia brasileira para reduzir a emissão de gases de efeito estufa deve partir de dois pontos básicos: do uso de uma matriz energética limpa e da redução do desmatamento, principal fonte de emissão de CO2 no país.

“Temos de buscar o abatimento das emissões que seja o mais barato. O Brasil tem condições de implantar mitigação de baixo custo. O combate ao desmatamento deve ser a decisão número um”, defendeu.

O embaixador extraordinário para Mudanças Climáticas do Ministério das Relações Exteriores, Sérgio Serra, disse que a meta brasileira de redução de gases de efeito estufa foram recebidas com tranquilidade na reunião que antecedeu a COP-15. “Acho que daqui até Copenhague vamos ter de fazer muitas consultas para saber o que se espera, mas o Brasil está muito tranquilo. O anúncio dos números foi muito bem recebido”, afirmou.

A meta brasileira de redução dos gases é de 36,1% a 38,9%, até 2020

Fonte: Agência Brasil

Países devem ir a Copenhague com ‘definições claras’, diz ONU

COPENHAGUE - O secretário-geral do departamento de mudanças climáticas da ONU, Yvo de Boer, pediu nesta segunda-feira, 16, aos líderes governamentais cheguem à cúpula de Copenhague, a ser realizada em dezembro, com “definições claras” para adiantar o curso das discussões e estabelecer um acordo sobre a redução da emissão de gazes poluentes em no máximo seis meses após o fim do encontro.

ministro dinamarquês Connie Hedegaard, também pediu que seja estabelecido o prazo final para a conclusão do documento de acordo global em Copenhague. “É extremamente importante que seja definido esse prazo durante a reunião em dezembro.”

Os comentários surgiram nesta segunda-feira do encontro fechado de dois dias entre representantes de 40 países, que negociam acordos climáticos em prévia da reunião da ONU que terá início no dia 7 de dezembro, em Copenhague.

 

Fonte: O Estado de São Paulo

Países ricos se negam a assumir compromisso na conferência de Copenhagen no próximo mes.

Europa e Estados Unidos assinalaram hoje 15 de novembro que não assumirão compromisso de redução de emissão de CO2 na conferência de Copenhagen no mês que vem, deixando para 2010 novas conversações sobre o assunto. Enquanto isso Lula e Nicola Sarkozi c criticaram uma suposta estratégia dos colegas americano e chinês de negociar um acordo climático bilateral, em detrimento de um tratado internacional em Copenhague.

Esta claro que por causa da crise financeira global os países não querem assumir nenhum compromisso agora, pois precisarão que suas industrias trabalhem a todo vapor para repor as divisas perdidas e ofertar mais trabalho. Esta é a grande questão como crescer sem poluir, com a palavra o povo e seus governantes.

Quantas mentiras compramos por dia?

O modo contemporâneo de pensar da nossa sociedade reflete exatamente o que estamos colhendo hoje, mudanças climáticas, crime bárbaro, transita caótico, falta de educação, consumismo desenfreado, falências pessoais etc.

Todo dia compramos mentiras veiculadas pela mídia, por nós mesmos quando fazemos propaganda gratuita de tais e tais  produtos sem procurar saber o que realmente agrega para nós.

A Alemanha como sempre sai na frente questionando veementes (sociedade + governo) as necessidades reais de se fabricar centenas de modelos de carro, centenas de produtos que o design não agrega funcionalidades novas, mas somente estética.

Estética, estética… + estética, é isso que compramos diariamente. Quando vc for comprar pense o que este produto agregará para a minha vida? Minha saúde? Para os meus amigos? Meus vizinhos? O consumo consciente ajudará nos próximos anosa reduzir a emissão de CO2 reduzindo assim os efeitos nocivos da mudança climática no Globo.

The film / The Age of Stupid

The film / The Age of Stupid é o novo filme do diretor Franny Armstrong (McLibel) e do produtor John Battsek (One Day in September).  Pete Postlethwaite é o protagonista do filme  que  vive sozinho no mundo devastado futuro de 2055, olhando para imagens antigas de 2008 e perguntando: por que não paramos as alterações climáticas, quando tivemos a chance? Foi lançado nos cinemas do Reino Unido em 20 de Março de 2009, e será seguido por outros países.
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