Qual a lição que devemos tirar da COP-15 (Conferencia sobre o clima – Copenhagen).

A COP-15 terminou e com ela uma grande chance para todos os países tomarem uma ação imediata já.

Enquanto Obama jogava um balde de água fria sobre o Mundo e o futuro dos povos, os Estados Unidos da América do Norte sofria com o clima. O próprio Obama passou mal bocado quando retornava para casa, seu avião teve que lutar contra uma tempestade de neve.

Outras lutas o Obama terá que travar, com a popularidade em baixa em seu próprio país e o fim da lua de mel com a opinião internacional, guerra, saúde pública, desemprego, economia, etc.

A verdade é que desde o início já se falava do fracasso da COP-15. Mas porque fracassou?

Tem um ditado que diz “quando o dinheiro sai por uma porta o amor sai por outra”.

Pelos motivos abaixo a Conferência já estava fadada ao fracasso.

A diferença de valores necessários para a mitigação do efeito estufa ($ 100 bilhões de dólar ano) foi apenas um dos motivos para o fracasso. Entregar tecnologias para os países subdesenvolvidos e em crescimento como um presente é mais que um punhado de dólares, significa dar asas e pernas para aqueles que sempre foram dependentes. Algumas considerações abaixo para você leitor acompanhar.

  • Vai ter um monte de dinheiro para enfrentar a mudança do clima – muito mais do que até mesmo 100 bilhão de dólares ano que Gordon Brown, Barack Obama, Wen Jiabao, e outros chefes de estado discutiram em Copenhague.
  • Os países em desenvolvimento afirmam publicamente que os países desenvolvidos devem pagar a conta por meio de auxílio financeiro e doações de tecnologia – e esta reivindicação é apoiada por um núcleo principal do acordo original sobre o clima (original global agreement) que foi assinada por todos E.U. e os principais países na Cúpula do Rio em 1992.
  • Os países em desenvolvimento exigem em troca de assumir novas obrigações, controle, transparência, etc.
  • Politicamente falando, não será possível que os governos dos países desenvolvidos concordará em chegar ao dinheiro e tecnologia necessária sob a forma de auxílio.
  • Não há nenhuma esperança de que os proprietários da maior parte da tecnologia existente e futura – empresas do setor privado – vão entregar aos países em desenvolvimento … a menos que seus governos force a fazê-lo (altamente improvável) ou comprar patentes e a partir deles para dar a outros governos (provável que seja raro).
  • Os mercados de carbono e as despesas por grandes emissoras pelo deslocamento (como seqüestro de carbono através de REDD) não irá fechar essa lacuna dentro de até US $ 50 bilhões por ano, pelo menos até o fim da próxima década.

Dada a urgência que resulta da ciência climática, o mundo precisa de um grande salto no nível de ação e de compromisso dos países mais rapidamente possível.

Os países precisam chegar a um acordo em um alto nível, incluindo os princípios importantes e alguns dos elementos de um negócio global. Aqui estão algumas verdades ainda que, se não for conveniente, pelo menos, fornecem as peças chave para resolver o enigma do clima e alcançar um acordo global:

  • A diferença do proposto e do necessário (US $ 100 bilhões por ano), provavelmente, poderá ser preenchido através do investimento do sector privado na baixa tecnologia GEE – geração de energia mais limpos, Smart Grid, meios de transporte menos poluentes e de produção, etc.
  • Grandes corporações, incluindo a Alstom, Areva, a BP, a Cisco, Dow Chemical, Duke Energy, a GE, Wal-Mart e o Google já estão fazendo grandes investimentos, juntamente com empresas parceiras na China e os países em desenvolvimento.
  • Um quadro aonde exista melhor funcionamento para os financiamentos internacionais “custo incremental” da tecnologia superior ao custo de “business as usual” tecnologia superior para a redução de emissões abriria bilhões de dólares em novas tecnologias de colaboração corporativa e investimento.
  • Estes investimentos são definitivamente capaz de apenas gerar retornos para as empresas envolvidas. Como ficou claro em uma mesa-redonda sobre Modelos de Cooperação Tecnológica na segunda-feira em Copenhague patrocinado por por GreenOrder, Dalberg, e Climate Group, juntamente com as empresas que acabei de mencionar, ofertas grandes de tecnologia sempre precisa acabar satisfazendo as prioridades do país beneficiário para a criação de emprego, desenvolvimento de capacidades locais, a segurança energética, etc

É fundamental que a comunidade empresarial eduque os governos sobre o papel que podem desempenhar e permitam aos mecanismos financeiros que realizem as ações que são necessárias. Como prova quantitativa, os líderes empresariais devem mostrar-lhes para onde irá o dinheiro.

A grande lição que tiramos é que não devemos esperar por resoluções intergovernamentais para agir. Empresas privada tem feito mais que governos para mitigar a ação do efeito estufa, a população civil deve fazer sua parte se informando de como proceder fazendo sua parte para a redução de emissões de gases. Esta provado que nos casos aonde exija cooperação e ajuda decorrente de catástrofe a população e a Media chagam primeiro, então mãos a obra.

Fonte: Este artigo foi escrito em informações retiradas do site http://www.climatebiz.com em matéria escrita por Truman Seman.

Não espere pelos governantes para tomar uma atitude.

Nós não podemos esperar por nossos governantes para tomar uma atitude em relação a mudança climática no mundo. Simples atitudes como utilizar ao máximo iluminação natural, desligar aparelhos não utilizados da tomada, banhos não demorados são algumas destas pequenas atitudes que fazem a diferença.

O consumo consciente, comprando aquilo que realmente necessitamos, na hora da compra saber se quem fabrica pratica os princípios da sustentabilidade, reutilizar, reciclar economizar são ações que tem que partir de nós.

Pressionar nossos governantes para que utilizem os recursos de nossos impostos pagos em projetos green, sustentáveis e que busquem diariamente a redução da emissão dos gases que geram o efeito estufa é um dever de todos, não pratique a alienação, não passe um cheque em branco para políticos corruptos e cobre os seus direitos de cidadão.

Pratique a cidadania a todo momento, procure por soluções e participe de debates visando esclarecer e se integrar aos principais movimentos que lutam pela sustentabilidade do planeta. A época de deixar para depois acabou, o momento certo de assumir o controle é este, pois os principais lideres do planeta estão reunidos para falar por nós e decidir por nós.

Faça o melhor por seu planeta e por seus amigos. Faça sua vida valer a pena.

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