Green Building – 5º Capítulo

Conforto acústico e ambiental (IEQ) Indoor environmetal quality

Na hora de construir um edifício é fácil “esquecer” do conforto acústico e ambiental e todo o esforço para construir um edifício sustentável cai por terra. (IEQ) Indoor environmetal quality é o assunto abordado neste artigo.

Infelizmente na analise custo benefício deixa-se de lado estes pontos básicos que manterão a saúde de seus ocupantes. O retorno do investimento é líquido e certo, aumentando a produtividade, saúde e bem estar de todos os usuários do edifício.

“Facilities”, é o conjunto de serviços de um edifício que agrega saúde conforto e facilidades aos ocupantes do edifício, devem ser planejados e implementados para aumentar a eficiência e qualidade do edifício.

Durante a reforma ou construção de edifícios, as práticas a seguir devem ser adotadas:

  • Facilitar a qualidade IEQ através de um bom design, construção e exploração e práticas de manutenção;
  • Decisões de valor estético, como a importância de pontos de vista e da integração dos elementos naturais e antrópicos;
  • Proporcionar conforto térmico com um grau máximo de controle pessoal sobre a temperatura e fluxo de ar;
  • Fornecer níveis adequados de ventilação e ar exterior para garantir a qualidade do ar interior;
  • Proporcionar o controle de sistemas de calefação, ventilação e ar condicionado, controlando a formação de bactérias, mofo e fungos (HVAC design) evitando umidade. Painéis externos, paredes externas, revestimentos devem ser tratados para evitar a transferência de umidade externa.
  • Evite o uso de materiais ricos em poluentes, como os compostos orgânicos voláteis (VOC) ou toxinas;
  • Garantir a privacidade e conforto acústico através da utilização de material absorvente de som e isolar equipamentos emissores de ruído;
  • Controle de odores, cuidado na escolha de materiais de limpeza, isole áreas que podem sofrer contaminações de odores.
  • Criar um ambiente de alto desempenho luminoso, através da integração cuidadosa dos recursos naturais e fontes de luz artificial. Controle eletrônico e manual de luz deve ser facilmente manuseado, áreas de conforto devem reproduzir a luz necessária para áreas de trabalho, descanso e lazer.
  • Forneça água de qualidade.

Marmol Radziner Project

Tower Skin, projeto da Empresa Lava.

Fundada em 2007 por Chris Bosse e Tobias Wallisser, a empresa australiana de arquitetura LAVA criou um projeto futurista altamente sustentável. Batizado de Tower Skin, a camada transparente desenvolvida em três dimensões promete otimizar um prédio da década de 1960 em Sidney, na Austrália. Segundo a empresa, a nova “pele” aproveita melhor a luz do dia, inclusive para gerar energia elétrica e manter o edifício funcionando, coleta água de chuva e possui ar condicionado inteligente. Veja o vídeo abaixo e entenda melhor o projeto, que alia funcionalidade e tecnologia.

Abordando o Assunto (Industrialização da construção)

A industrialização dos processos da construção traz muitos benefícios. A rapidez na reposição de elementos estruturais danificados, como também na construção desses elementos, a diminuição de perdas de materiais , manejo, acondicionamento dos mesmos e assim por diante. No Brasil a utilização de pré-fabricados em residências é muito incipiente, a resistência da empregabilidade destes recursos é muito grande, talvez pela falta da cultura aplicada aos pré-fabricados e também pela ausência de mão de obra especializada. O fato é que existe uma redução considerável na montagem e gastos com mão de obra.

Painéis sanduíches, ótimo isolantes térmicos.

Basicamente cobre a padronização do uso de chapas de madeira que diminuem em 11%-19% a utilização da madeira, melhor ainda, elimina o uso de molduras de Madeira substituídas por componentes (painéis e tesouras) mais eficientes, duráveis e flexíveis.

A matéria prima utilizada nestes painéis é colhida de árvores plantadas segundo as práticas da sustentabilidade. Os painéis são tipo sanduíches de EPS (poliestireno expandido) formados por isolamento de espuma rígida em seu núcleo, o que significa maior conforto térmico, maior conforto acústico, maior eficiência no uso da energias e são recicláveis. SIPS (structurally insulated panels).

Leia mais em http://www.zero-c.com.br

O tamanho da residência conta.

Nos dias de hoje tamanho da casa conta;

na hora da construção, da manutenção e conservação. O estilo de vida das pessoas também conta.

A racionalização dos espaços deve seguir o programa estabelecido , cabendo ao Arquiteto o papel de “criador” de espaços inteligentes, visando à eficiência dos espaços para o dia a dia dos moradores.  A elegância também se faz presente em pequenos espaços. Porque, não?

Procure dar maior prioridade na hora de estabelecer o programa do seu projeto residencial, a espaços funcionais e inteligentes, priorizando a vida “out door”.

(Edward Caldwell Photography for Arkin Tilt, Belmont, CA)

Green Building passo a passo.

Passos para a implantação dos ‘green buildings’ – para obter a certificação LEED (USGBC)
Steps for the ‘green buildings’ implantation – to obtain the LEED certification (USGBC)
Passos para la implantación de los ‘green buildings” – para obtener la certificación LEED (USGBC)

Com a sustentabilidade ganhando força no setor da construção civil, um dos temos que vem sendo mais trabalhado é o da certificação ambiental dos empreendimentos, segundo o modelo americano. Essa certificação é concedida pelo US Green Building Council (USGBC), entidade sem fins lucrativos criada nos anos 90 que visa promover a aplicação do conceito de sustentabilidade ambiental em empreendimentos e que envolve toda a cadeia produtiva da construção. As normas de referência para tal certificação são as do sistema Leadership in Energy and Environmental Design (LEED).
Essas normas definem critérios a serem atendidos pelo empreendimento e podem ser divididas em seis grandes capítulos:

  • Escolha sustentável do terreno;
  • Uso racional da água;
  • Uso racional de energia e emissões atmosféricas;
  • Consumo de materiais e geração de resíduos;
  • Qualidade do ambiente construído;
  • Processo de inovação e projeto.

De forma resumida, são sete os passos para obter a certificação:

1) Realizar um diagnóstico para identificar o potencial ambiental do projeto em relação aos critérios da norma LEED. Nesta etapa, avalia-se também se o empreendimento atende a sete requisitos obrigatórios: Impacto da obra no en torno; Comissionamento; Eficiência energética; Não uso do gás CFC; Instalações para coleta seletiva do lixo; Renovação do ar; Proibição de fumar no edifício;

2) Gerar propostas de intervenção no empreendimento, com a recomendação de planos de ação para a melhoria do seu desempenho ambiental, visando atingir um dos níveis de certificação: básico, prata, ouro e platina. Neste momento são avaliados os custos envolvidos na aplicação das ações e definida uma meta de certificação;

3) Desdobramento das diretrizes ambientais adotadas para a campanha de marketing e lançamento. Nesta etapa, orienta-se a agência de publicidade e a imobiliária sobre o que pode ser colocado nos folders e materiais de venda, ressaltando os diferenciais ambientais e os benefícios do edifício verde;

4) Desdobramento das diretrizes ambientais para os projetistas, que devem gerar soluções de projeto e especificações de materiais e equipamentos de forma a atender às diretrizes do empreendimento. Também nesta etapa, são qualificados e selecionados os fornecedores com condições de agregar valor ao processo de certificação, pelas características do produto e processo de fabricação;

5) Elaborar a documentação de pré-certificação do empreendimento, evidenciando como este irá atender a cada um dos critérios da norma LEED. Esta documentação é elaborada em português e inglês e enviada ao USGBC;

6) Acompanhamento da obra para verificar se as soluções de projeto, as especificações de materiais e equipamentos e as diretrizes estão sendo aplicadas no canteiro. Também nesta etapa, são realizadas palestras de conscientização ambiental aos profissionais envolvidos na obra;

7) Gerenciamento da certificação junto ao USGBC ao longo do empreendimento, sistematizando as informações técnicas e enviando-as ao Conselho Americano, de forma a evidenciar que os critérios estão sendo plenamente atendidos.

O processo se encerra ao final da obra, com a obtenção da certificação e construção do empreendimento e a sua devida divulgação ao público.

Fonte: Revista Construção&Negócios – Editorial Magazine – Ano I – Nº 5.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 1.684 other followers