Qual é a pressa meu Rei?

Com esta malemolência o povo da Bahia dá o seu recado ao mundo.

Na contramão da sabedoria soteropolitana, o mundo corre atrás do rabo.

Matar a fome de quem tem fome, levar a educação ao povo, levar saúde aos doentes, são exceções que merecem rapidez, zelo e qualidade.

Quando vemos a forma veloz que o Governo nos empurra a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, a sociedade civil deveria questionar, por que a pressa meu Rei? Vamos conversar! Explica aqui para nós, porque inundar toda uma área onde nosso povo tira o seu sustento? Por que, a toque de caixa Vossa Excelência aprova o canteiro de obras? Vamos conversar meu Rei.

Sabemos das nossas necessidades de produção de energia (vide apagão do Nordeste nesta madrugada do dia 04 de fev de 2011). Enquanto isso, bagaço de cana que poderia gerar energia a partir de biomassa, é oferecido ao mercado a um preço exorbitante. Por que meu Rei?

É certo que as usinas hidrelétricas são capazes de gerar energia limpa, mas são todas? Samuel, Tucuruí geram mais monóxido de carbono que outras fontes limpas. Sabemos de antemão que pelos cálculos apresentados Belo Monte vai ser uma grande produtora de monóxido de carbono. Por que meu Rei, vcs não param essa sandice e vem conversar com o povo brasileiro?

Vamos parar de bater cabeça!!!

Belo Monte, Relatório do Ibama!

Relatório do Ibama

Belo Monte será construída no Rio Xingu!

O Relatório de Impacto Ambiental do Ibama listou os impactos da hidrelétrica, no qual o Ministério de Minas e Energia refuta, corrobora e aponta possíveis intervenções:

  1. Geração de expectativas quanto ao futuro da população local e da região;
  2. Geração de expectativas na população indígena;
  3. Aumento da população e da ocupação desordenada do solo;
  4. Aumento da pressão sobre as terras e áreas indígenas;
  5. Aumento das necessidades por mercadorias e serviços, da oferta de trabalho e maior movimentação da economia;
  6. Perda de imóveis e benfeitorias com transferência da população na área rural e perda de atividades produtivas;
  7. Perda de imóveis e benfeitorias com transferência da População na área urbana e perda de atividades produtivas;
  8. Melhorias dos acessos;
  9. Mudanças na paisagem, causadas pela instalação da infra-estrutura de apoio e das obras principais;
  10. Perda de vegetação e de ambientes naturais com mudanças na fauna, causada pela instalação da infra-estrutura de apoio e obras principais;
  11. Aumento do barulho e da poeira com incômodo da população e da fauna, causado pela instalação da infraestrutura de apoio e das obras principais;
  12. Mudanças no escoamento e na qualidade da água nos igarapés do trecho do reservatório dos canais, com mudanças nos peixes;
  13. Alterações nas condições de acesso pelo Rio Xingu das comunidades Indígenas à Altamira, causadas pelas obras no Sítio Pimental;
  14. Alteração da qualidade da água do Rio Xingu próximo ao Sítio Pimental e perda de fonte de renda e sustento para as populações indígenas;
  15. Danos ao patrimônio arqueológico;
  16. Interrupção temporária do escoamento da água no canal da margem esquerda do Xingu, no trecho entre a barragem principal e o núcleo de referência rural São Pedro durante 7 meses;
  17. Perda de postos de trabalho e renda, causada pela desmobilização de mão de obra;
  18. Retirada de vegetação, com perda de ambientes naturais e recursos extrativistas, causada pela formação dos reservatórios;
  19. Mudanças na paisagem e perda de praias e áreas de lazer, causada pela formação dos reservatórios;
  20. Inundação permanente dos abrigos da Gravura e Assurini e danos ao patrimônio arqueológico, causada pela formação dos reservatórios;
  21. Perda de jazidas de argila devido à formação do reservatório do Xingu;
  22. Mudanças nas espécies de peixes e no tipo de pesca, causada pela formação dos reservatórios;
  23. Alteração na qualidade das águas dos igarapés de Altamira e no reservatório dos canais, causada pela formação dos reservatórios;
  24. Interrupção de acessos viários pela formação do reservatório dos canais;
  25. Interrupção de acessos na cidade de Altamira, causada pela formação do Reservatório do Xingu;
  26. Mudanças nas condições de navegação, causada pela formação dos reservatórios;
  27. Aumento da quantidade de energia a ser disponibilizada para o Sistema Interligado Nacional – SIN;
  28. Dinamização da economia regional;
  29. Interrupção da navegação no trecho de vazão reduzida nos períodos de seca;
  30. Perda de ambientes para reprodução, alimentação e abrigo de peixes e outros animais no trecho de vazão reduzida;
  31. Formação de poças, mudanças na qualidade das águas e criação de ambientes para mosquitos que transmitem doenças no trecho de vazão reduzida;
  32. Prejuízos para a pesca e para outras fontes de renda e sustento no trecho de vazão reduzida.

Mais de 50 entidades assinam nota de repúdio a Belo Monte

Documento classifica construção de usina como \”sentença de morte do Xingu\”

Uma nota assinada por 56 entidades ligadas à comunidade científica, lideranças indígenas, religiosas e sociais contrárias à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte classifica como “sentença de morte do Xingu” a concessão para construção da usina, que será assinada nesta quinta (26) em cerimônia no Palácio do Planalto.

“O governo federal assinará a sentença de morte do Xingu e a expulsão de milhares de cidadãos de suas casas, o pouco que ribeirinhos e pequenos agricultores das barrancas do rio podem chamar de seu”, informa a nota, referindo-se ao Decreto de Outorga e ao Contrato de Concessão da UHE Belo Monte com o Consórcio N/Morte Energia no Palácio do Planalto.

“Neste ato, serão rasgados acordos internacionais como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas e a Convenção sobre Diversidade Biológica, que exigem o consentimento livre, prévio e informado dos Povos Indígenas e Comunidades Locais em caso de empreendimentos que afetem suas vidas”, acrescenta.

As entidades criticam o fato de a assinatura ocorrer antes de o Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ter concedido a licença de instalação à obra. Além disso, lembram que ainda estão tramitando na Justiça 15 Ações Civis Públicas contra a Licença Prévia, contra o leilão e por violação de Direitos Humanos e Constitucionais das populações ameaçadas.

from: Agencia Brasil

Relembre os principais fatos que marcaram a história da usina

Fonte – Reuters

RIO – Preocupação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em plena campanha de 2002, defendida na mesma época pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, a usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA) teve seu leilão cancelado pela Justiça um dia antes da data agendada pela Aneel, nesta segunda-feira, 19. A usina começou a ser planejada na década de 1980, quando já era considerada importante para o País e tachada de crime ecológico por ambientalistas.

Desde a histórica cena da índia ameaçando com um facão o atual presidente da Eletrobras, José Antonio Muniz – então presidente da Eletronorte – até o envolvimento inédito de artistas como Sting, e mais recentemente do cineasta James Cameron, em protestos no Brasil, Belo Monte tem história e passou por várias transformações.

HISTÓRIA DA USINA:

1975 - A recém-criada Eletronorte, subsidiária da Eletrobras na Amazônia Legal, inicia os Estudos de Inventário Hidrelétrico da Bacia Hidrográfica do Rio Xingu. A Camargo Corrêa fica responsável pelo mapeamento de rios e seus afluentes e escolha dos pontos para barragens.

1980 - Finalizado relatório sobre potencial energético da bacia hidrográfica do Xingu, totalizando 19 mil megawatts, com alagamento de 18 mil quilômetros e atingindo 12 terras indígenas. A Eletronorte inicia os estudos de viabilidade técnica e econômica do chamado Complexo Hidrelétrico de Altamira, que reunia as Usinas de Babaquara (6,6 mil MW) e Kararaô (atual Belo Monte, de 11 mil MW)

1986 - Concluído o Plano 2010-Plano Nacional de Energia Elétrica 1987/2010. Propõe a construção de 165 usinas hidrelétricas até 2010, 40 delas na Amazônia Legal, com o aumento da potência instalada de 43 mil MW para 160 mil MW.

1989 - Realizado 1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, em fevereiro, em Altamira (PA), com a presença do cantor inglês Sting. Durante a exposição do presidente da Eletronorte, José Antonio Muniz, atual presidente da Eletrobras, sobre a construção da usina Kararaô (atual Belo Monte), a índia Tuíra levanta-se da platéia e encosta a lâmina de seu facão no rosto do diretor da estatal, num gesto de advertência, expressando sua indignação. A cena é reproduzida em jornais de diversos países e torna-se histórica.

O governo decide mudar o nome da usina para Belo Monte, para não ofender os povos indígenas.

1994 - O novo projeto, remodelado para se mostrar mais palatável aos ambientalistas e investidores estrangeiros, é apresentado ao DNAEE (já extinto) e à Eletrobras. O reservatório da usina, por exemplo, é reduzido de 1.225 km2 para 400 km², evitando a inundação da Área Indígena Paquiçamba. Atualmente, a área do lago da usina é de 516 km², segundo a Aneel.

- O Plano Pl2000-2003, instrumento de planejamento de médio prazo das ações apresentado ao Congresso e chamado de Avança Brasil, contempla Belo Monte.

2001 - O Ministério divulga, em maio, um plano de emergência de US$ 30 bilhões para aumentar a oferta de energia no país. Inclui a construção de 15 usinas hidrelétricas, entre as quais o Complexo Hidrelétrico de Belo Monte.

A Justiça Federal concede, em setembro, liminar à ação civil pública que pede a suspensão dos Estudos de Impacto Ambiental (EIA) de Belo Monte

2002 - Em janeiro, a Eletrobras aprova a contratação de uma consultoria para definir a modelagem de venda do projeto de Belo Monte.

O presidente Fernando Henrique Cardoso afirma que a oposição de ambientalistas atrapalha o País, referindo-se às críticas contra a construção de usinas hidrelétricas.

O então candidato à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva lança em setembro, “O Lugar da Amazônia no Desenvolvimento do Brasil”. Além de citar Belo Monte como um dos projetos de intensos debates na região, o documento também afirma que “a matriz energética brasileira, que se apóia basicamente na hidroeletricidade, com megaobras de represamento de rios, tem afetado a Bacia Amazônica”.

O presidente do STF, ministro Marco Aurélio Mello, nega, em novembro, pedido da União e mantém suspensos os Estudos de Impacto Ambiental de Belo Monte.

2003 - O físico Luiz Pinguelli Rosa assume a presidência da Eletrobras e declara à imprensa que Belo Monte será discutido e opções de desenvolvimento econômico e social para o entorno da barragem estarão na pauta, assim como a possibilidade de reduzir a potência instalada.

2006 - O processo hidrelétrica de Belo Monte é suspenso em 28 de março. A decisão impede que os estudos sobre os impactos ambientais da hidrelétrica prossigam antes que os povos indígenas que seriam afetados pelo empreendimento sejam ouvidos pelo Congresso Nacional.

2007 - Um ano após a Justiça Federal de Altamira paralisar liminarmente o licenciamento ambiental da usina, ela mesma volta atrás e julga improcedente o pedido do Ministério Público Federal (MPF) de anular o licenciamento ambiental feito pelo Ibama.

- Encontro Xpara Sempre. Durante o encontro, índios entram em confronto com responsável pelos estudos ambientais da hidrelétrica de Belo Monte e, no meio da confusão, o funcionário da Eletrobras e coordenador do estudo de inventário da usina, Paulo Fernando Rezende, fica ferido, com um corte no braço.

Após o evento, o movimento divulga a “Carta Xingu Vivo para Sempre”, documento final que avalia as ameaças ao Rio Xingu e apresenta à sociedade brasileira um projeto de desenvolvimento para a região e exige das autoridades públicas sua implementação.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região, de Brasília, suspende uma liminar da Justiça Federal de Altamira e autoriza a participação das empreiteiras Camargo Corrêa, Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez nos estudos de impacto ambiental da hidrelétrica de Belo Monte.

2009 - Justiça Federal suspende licenciamento e determina novas audiências para Belo Monte, acatando pedido do Ministério Público para que as comunidades atingidas sejam ouvidas.

Cai a liminar que suspendeu o licenciamento de Belo Monte e o Ibama volta a analisar o projeto. Sem a licença prévia do Ibama, o governo não pode realizar o leilão de concessão do projeto da hidrelétrica, previsto para 21 de dezembro.

Secretário do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, levanta a possibilidade de que o leilão para a concessão da hidrelétrica, previsto para 21 de dezembro, seja adiado para janeiro de 2010.

2010 - A licença publicada em 1º de fevereiro. Governo marca leilão para 20 de abril.

Protestos ocorrem em Brasília contra a usina, com a presença do cineasta James Cameron e da norte-americana Sigourney Weaver.

(Por Denise Luna)

Para especialistas, Belo Monte vai prejudicar rio Xingu; governo nega

  • “Em mais de cem quilômetros do rio [na Volta Grande], há corredeiras, terras indígenas, ribeirinhos, e a vazão vai descer tanto com a barragem que os peixes podem não conseguir se reproduzir.”

Mariana Oliveira Do G1, em Altamira

Quatro especialistas foram consultados: dois engenheiros são favoráveis à obra e um biólogo e uma socióloga são contrários. No entanto, três deles sugerem mudanças no projeto da usina para que a população da Volta Grande não seja gravemente afetada.

Segundo dados do governo, o rio Xingu perde vazão – quantidade de água – no verão, época de seca. Por conta disso, a expectativa é de que Belo Monte, que terá capacidade instalada de 11.233 MW, tenha uma geração média de 4,5 mil MW. Em época de cheia pode-se operar perto da capacidade e, em tempo de seca, a geração pode ir abaixo de mil MW.

O biólogo Hermes Fonseca de Medeiros, doutor em Ecologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), diz que, com a instalação da barragem antes da Volta Grande, a água que normalmente segue para aquela região terá vazão reduzida a ponto de impossibilitar a reprodução de peixes e favorecer a proliferação de doenças.

Consórcio Norte Energia arremata usina de Belo Monte em leilão

Processo só foi adiante após liberação da Justiça.
Movimentos sociais e ambientalistas fizeram manifestação.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília

O consórcio Norte Energia, que tem participação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), subsidiária da Eletrobras, da Construtora Queiroz Galvão, da Galvão Engenharia e de outras seis empresas, arrematou, em leilão realizado nesta terça-feira (20), a usina de Belo Monte. A informação é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O outro consórcio que concorreu foi o Belo Monte Energia, formado pela construtora Andrade Gutierrez, pela Vale, pela Neoenergia. Nesse grupo, estavam ainda duas subsidiárias da Eletrobras: Furnas e Eletrosul.

O leilão foi conduzido com base no menor preço oferecido pela energia elétrica da usina. Deste modo, quem ofertasse o menor lance, pelo preço a ser cobrado, ganharia o direito de construir e, posteriormente, vender a energia elétrica de Belo Monte. O preço máximo definido pelo Ministério de Minas e Energia foi de R$ 83 por megawwatt hora. O consórcio vencedor se comprometeu com o preço de R$ 77,97 por megawatt hora. O deságio foi de 6,02%.

Belo Monte
Localizada no rio Xingu, no município de Vitória do Xingu (PA), Belo Monte será a segunda maior usina do Brasil, atrás apenas da binacional Itaipu, e custará pelo menos R$ 19 bilhões, segundo o governo federal. Há especulações, porém, de que a obra poderia custar até R$ 30 bilhões. O governo, porém, está oferecendo benefícios fiscais (desconto de 75% no pagamento do IR) aos compradores, além de empréstimo (80% da obra será financiada pelo BNDES).

Trata-se da segunda maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma das principais bandeiras do governo Lula. O prazo máximo para início da geração da primeira unidade é em fevereiro de 2015. A data limite para entrada em operação da ultima máquina é em janeiro de 2019.

Imbrógio na Justiça e manifestações
O processo só pôde ir adiante após liberação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Desde a semana passada, o leilão é alvo de imbróglio jurídico. O Ministério Público Federal do Pará entrou com duas ações civis públicas na tentativa de barrar a disputa.

No primeiro processo, o leilão chegou a ser suspenso, mas acabou confirmado na sexta-feira (16). Nesta segunda-feira (19), voltou a ser suspenso. Após o término do leilão, mas antes do anúncio da decisão, uma nova liminar foi concedida, sendo posteriormente cassada.

A obra, uma das vitrines do governo federal, é alvo de contestações por parte de moradores locais, especialistas e entidades nacionais e internacionais. São alvos de crítica a viabilidade econômica da obra, o impacto para comunidades indígenas e a possibilidade de seca em parte do rio. O governo, no entanto, diz que os índios não serão afetados e afirma que a obra é fundamental para garantir o abastecimento de energia elétrica nos próximos anos.

Antes do leilão, movimentos sociais e ambientalistas se manifestaram na Aneel, em Brasília, em ato que reuniu cerca de 500 pessoas. O Greenpeace despejou um monte de esterco na entrada da Aneel. Em cima do esterco, um cartaz dizia: “Belo Monte de ‘M’”. Seis manifestantes se acorrentaram em frente ao prédio, prejudicando, momentaneamente, a entrada dos funcionários. “Somos contra a usina. A obra traria grande impacto ambiental. Afetaria o fluxo do rio”, disse Ricardo Baitelo, coordenador de Energia Renovável do Greenpeace.

Empreendimento
A hidrelétrica ocupará parte da área de cinco: Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu. Altamira é a mais desenvolvida e tem a maior população dentre essas cidades, com 98 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os demais municípios têm entre 10 mil e 20 mil habitantes.

A região discute há mais de 30 anos a instalação da hidrelétrica no Rio Xingu, mas teve a certeza de que o início da obra se aproximava após a concessão em fevereiro, pelo Ibama, da licença ambiental.

Uma das críticas ao projeto se refere à capacidade de geração de energia. Segundo dados do governo, o rio Xingu perde vazão – quantidade de água – no verão, época de seca. Por conta disso, a expectativa é de que Belo Monte, que terá capacidade instalada de 11.233 MW, tenha uma geração média de 4.500 MW. Em época de cheia pode-se operar perto da capacidade e, em tempo de seca, a geração pode ir abaixo de mil MW. Para críticos da obra, isso coloca em xeque a viabilidade econômica do projeto.

Contra Belo Monte, Greenpeace despeja esterco em frente à Aneel

Leilão está suspenso por uma decisão da Justiça Federal do Pará.
TRF analisa pedido da AGU sobre se mantém disputa pela usina.

O Greenpeace jogou um caminhão de esterco de vaca na entrada da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em protesto contra o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), que estava previsto para nesta terça-feira (20), ao meio-dia.

Aneel volta a suspender leilão da hidrelétrica de Belo Monte

Mais cedo, Justiça do Pará concedeu liminar para suspender a disputa.
AGU já protocolou recurso; é a segunda vez que leilão é suspenso.

Será que o bom senso vencerá? Vamos aguardar.

Aneel anuncia retomada de leilão de energia para usina de Belo Monte

TRF suspendeu liminar que impedia realização de leilão da obra.
Com isso, agência voltou atrás na decisão de suspender processo.

Para quem esta acompanhando a “guerra” em torno da construção da Usina de Belo Monte, não se decepciona com a cassação da liminar. No apagar das luzes deste governo contas devem ser “pagas”.

A pergunta que não quer calar. Por que o Governo Lula insiste neste projeto tão criticado e arriscado (sim existem os riscos!)?

Por que a matriz energética do Brasil não é repensada? Estamos em 2010! Os governos de outros países investem em pesquisa, em alternativas de energia limpa. Nós vamos passar para a história como o país que menos investiu em pesquisas e energia alternativa. Vamos conviver com exploração de hidrocarbonetos, lobs das construtoras tudo para pagar promessas de campanha que não fizemos e sim os partidos que insistem em tratar o povo como peça de seu curral eleitoral.

Vergonha Nacional, Salve Salve, Brasil.

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