Gambiarra?

Alternativa

PlantBottle, ou garrafa fabricada de planta.

No embalo da discussão sobre as sacolinhas plásticas, vamos falar sobre as PlantBottle.

O objetivo de criar uma embalagem sustentável é reduzir a pegada ambiental ao reduzir o uso de material, aumentar a reciclagem, usar mais conteúdo reciclado e avançar em tecnologias inovadoras.

Somente poderemos dizer se a Pepsi e a Coca-Cola estão mesmo reduzindo sua pegada ambiental feito uma analise na cadeia de produção destas garrafas.

Algumas perguntas que merecem respostas:

Sabemos que o PET é fabricado a partir de resinas, a mistura dessas resinas as plantas geram quais substratos? Em contato com o líquido interfere no sabor? No paladar? Em processo de armazenamento, envase, estoque, transporte pode acarretar alguma mudança de sua constituição e ser prejudicial á saúde?

O que eu gostaria de trazer a discussão é; será que todo o esforço de redução da pegada ecológica neste caso é válido? Sabemos que as plantas utilizadas na fabricação é a cana de açúcar, sabemos também que infelizmente a produção da cana de açúcar apesar dos esforços dos produtores para reduzirem sua pegada ambiental, ainda é uma das fontes mais poluidoras que existem (quem mora vizinho de um canavial que o diga).

É como eu venho dizendo, temos que analisar toda a cadeia de produção para produzir, somente assim podemos oferecer produtos inovadores que sejam ecologicamente corretos.

Do berço ao berço sem agredir a natureza e o homem.

processo

Como o PlantBottle é produzido

Ainda sobre as Sacolinhas Plásticas.

Estou recebendo vários e-mail com conteúdo sobre as famosas “sacolinhas plásticas” o que me faz escrever mais sobre este assunto que obviamente nunca vai se esgotar ) como os plásticos que formam novas ilhas nos oceanos.

A discussão se os Supermercados devem dar ou não as sacolinhas plásticas como eu disse esta “bombando”! É natural as pessoas pensarem em seu conforto, mas …sim, sim.. lá vem o chato; poderíamos ir um pouco mais além nesta discussão?

E certo que o “mundo moderno” nos deu mais conforto, ninguém duvida certo? Nos trouxe o plástico os isômeros os isótopos etc., etc., etc..

Não estou vendo ninguém reclamando das garrafas Pets, dos vasilhames de plásticos, dos carros de “plásticos” das embalagens plásticas, do barbeador, do absorvente higiênico, ora, se eu ficar aqui escrevendo vou estourar sua paciência.

Você se lembra dos antigos vasilhames de vidro? Sim aqueles retornáveis, por que será que foram substituídos? Vamos ver alguns pontos que a Indústria analisou para deixar de lado aquelas garrafas que levávamos ao supermercado para não ter que pagar o vasilhame.

Peso: Você pode imaginar o peso que significa um caminhão de engradados contendo refrigerantes, cervejas etc.? O gasto com o transporte é grande não é? E as perdas com a quebra? Grande, sim grande!

Volume: Os designers quebram a cabeça em seus escritórios (eu posso afirmar, sou um deles), para desenhar embalagens que ocupem menos espaço, que tenha um apelo atrativo (para a venda), que atendam as necessidades da indústria.

Materiais: A indústria do Petróleo com todo o seu poder, trouxe para nós a “cultura” do plástico (sim ..sim.. a matéria prima do plástico), a química moderna aquela da tabela periódica ( aff!) ensaia todos os dias em seus “beckers e tubos de ensaio” novos isômeros.

Então quem é o vilão? A sacolinha plástica? Ou aqueles que fabricam e consomem? Ahhh!! Mas eu não sabia! Fugi da escola, fiz magistério, matei as aulas de química, desculpas esfarrapas não é? Quem legisla em causa própria inventa cada desculpa!!!!

Do tumulo ao tumulo é assim que devemos pensar, nascemos e voltamos a virar pó! Se é assim com as pessoas é assim que tem que ser com os produtos industrializados.

O sonho Americano!

O filme que vocês irão assistir,  lógico é uma ficção. Será?

Água

Você já viu a conta da água este mês?  Pois é; que tal reduzir drasticamente o consumo?

Siga o mantra, Reduzir, Reutilizar, Reciclar.

Dual-flush, sanitários sem utilização de água são tecnologias já disponíveis no mercado.

Coletando, armazenando e reciclando a água pluvial, águas servidas em pias e chuveiros, poderemos reutilizar para serviços gerais nos edifícios.

A chave para a diminuição da conta da água é a gestão de todo o ciclo da água iniciando pelo que é “grátis”, a água da chuva, aproveitando o máximo, utilizando a inteligência, o design do edifício como ponto de partida.

Você conhece o lamento do velho Marinheiro?

“Água, água por todos os lados, mas nem uma gota para beber”.

COMPOSTO ORGANICO VOLATIL (VOLATILE ORGANIC COMPOUND – VOC)

São compostos a base de carbono que em determinadas condições de pressão e temperatura liberam gases que são nocivos ao ser humano. Milhares de produtos liberam VOC tais como Tintas, vernizes, adesivos e selantes, materiais de limpeza, materiais de construção, equipamentos de escritórios (printers e copiadoras), etc.
Sabe aquele cheirinho de carro novo que todo mundo gosta e alguns meses depois desaparece, são gases dos materiais utilizados na produção do automóvel e são tóxicos. É claro, não suspeitamos que nós e nossas crianças respiramos o Tolueno que é tóxico e cancerígeno.
VOCs são controlados pelos governos porque são causadores do aumento do nível de ozonio na atmosfera.
Hoje em dia existe um aumento de pessoas que são expostas a produtos químicos e são alérgicas, por isso faz todo o sentido “gerenciar” a utilização de determinadas substâncias químicas na construção de Edifícios. Para facilitar a gestão desses produtos que fazem mal as pessoas e ao meio ambiente  foram criadas cinco categorias:

    • Tintas e revestimentos
    • Adesivos e selantes
    • Carpetes
    • Compostos de madeiras e fibras
    • Mobiliário e acessórios
Tintas e revestimentos tem que ser controlados na construção de Edifícios Ecologicamente corretos, organismos como o Green Seal GS-11 http://www.greenseal.org/Home.aspx  analisam os componentes na fabricação dos produtos em toda a sua cadeia de produção.
Muitos VOCs são regulados por organizações locais, agências que controlam a poluição do ar.

Rede Pão de Açúcar recolherá lâmpadas fluorescentes

O consumidor que desejar descartar suas lâmpadas fluorescentes usadas, de forma ambientalmente correta, pode levá-las até o supermercado. A rede Pão de Açúcar, em parceria com a concessionária de energia AES Eletropaulo, fará o recolhimento de lâmpadas em sete lojas entre os dias 19 a 31 de julho.

As lâmpadas serão recolhidas pela empresa especializada Tramppo, que realiza descontaminação de lâmpadas fluorescentes. Os resíduos gerados no processo – mercúrio, pó fosfórico, vidro, alumínio – são destinados à indústria, para serem reaproveitados como matéria-prima.
Segundo Lígia Korkes, gerente de sustentabilidade da rede Pão de Açúcar, a iniciativa de recolher as lâmpadas atende a uma demanda do consumidor, mas esbarra no alto custo da destinação correta desse material, que varia de R$ 1 a R$ 2 por lâmpada.
“Estamos conversando com os fabricantes de lâmpadas para ter coletores em todas as lojas, de forma permanente”, diz Lígia. A relação de lojas que terão postos de recolhimento das lâmpadas pode ser consultada em http://www.paodeacucarverde.com.br/. No período que durar a ação, as lâmpadas econômicas serão vendidas nas lojas da rede com até 40% de desconto.
As lâmpadas fluorescentes são um dos tipos de resíduos que devem ganhar um sistema de recolhimento em todo o País, de acordo com a Lei Nacional de Resíduos Sólidos, sancione em dezembro do ano passado.
Fonte: Estado de São Paulo

Consumo de plástico reciclável cresce 50% em 10 anos

Cada brasileiro consome, em média, aproximadamente 30 quilos de plástico reciclável por ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Em 2010, de acordo com anuário do setor químico da entidade, foram consumidas no país cerca de 5,9 mil toneladas de plástico, o que representa 50% a mais do que há dez anos.

 

Os dados foram apresentados na quinta-feira, 7, pela pesquisadora Lucilene Betega de Paiva em um seminário na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Lucilene trabalha no Instituto de Pesquisa Tecnológica do Estado de São Paulo (IPT) e é especialista em plásticos.

Em sua participação no seminário, ela falou sobre a importância da reciclagem desse material. Segundo ela, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) pode ajudar a “transformar um passivo ambiental em uma fonte de recursos financeiros”.

A PNRS foi o tema central do seminário na Alesp. O evento faz parte de uma série de debates preparatórios para a 12ª Conferência das Cidades, promovida pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados.

A Conferência das Cidades ocorre todo ano, no segundo semestre. Em 2011, ela está programada para outubro e deve tratar também da PNRS.

Regras para o lixo

A PNRS foi instituída por lei aprovada, sancionada e regulamentada no ano passado. Ela estabelece regras para a destinação do lixo produzido no país. De acordo com a
PNRS, a reciclagem deve ser priorizada. Já o lixo não reciclável deve ser levado a aterros sanitários. Os lixões precisam fechados até 2015.

Dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), também apresentados no seminário na Alesp, mostram que o Brasil ainda precisa avançar para cumprir o estabelecido pela PNRS. Segundo levantamento feito pela entidade em 350 cidades que concentram quase metade da população urbana brasileira, 42% do lixo do país não receberam uma destinação adequada no ano passado.

Ao todo, foram 23 milhões de toneladas de lixo levadas para lixões ou aterros controlados, que não são ambientalmente apropriados. Para aterro sanitários, em que existem sistemas para evitar contaminação de água e solo, foram levadas 31 milhões de toneladas de lixo.

O deputado federal Manoel Junior (PMDB-PB), presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano, disse que a implantação da PNRS é um desafio para o país. As discussões durante seminários e na Conferência das Cidades, acrescentou, podem ajudar a adequar a destinação do lixo no país.

Fonte: Agência Brasil

O que for lixo joga no quintal do outro.

Pois é, parece brincadeira, mas é verdade.

No ano passado demos de cara com uma notícia veiculada na mídia sobre um cargueiro transportando containers de lixo da Alemanha para o Brasil. Tinha desde frauda  “recheada”, lixo hospitalar etc.

Hoje, desta vez a notícia vem dos EUA. “Os EUA estão EXPORTANDO lixo tóxico para o México”.

As exportações de baterias de chumbo dos EUA para o México estão contribuindo com a exposição em locais de trabalho e no ambiente que excedem em muito os limites permitidos pelo governo americano – segundo duas organizações ambientais, uma de cada lado de fronteira. Leis menos severas no México estão tornando lucrativo o envio de baterias para reciclagem em território mexicano.

Preparado pela americana Occupational Knowledge International, e pela mexicana  Fronteras Comunes, o estudo quantifica pela primeira vez o  montante de baterias exportadas e detalha as diferenças de emissões de reciclagem e padrões de proteção à saúde. Cerca de 12% de baterias usadas nos EUA são exportadas para o México, calculam os autores. Eles notam que as exportações estão aumentando desde que houve um endurecimento de padrões ambientais nos EUA em 2008. Elas mais que dobraram de 2009 para 2010.

Os Piratas do lixo.

Os Piratas do lixo, com seus navios transportam lixo tóxico pelo mundo e desovam em sua grande maioria na África. São refugos eletrônicos, lixos hospitalares, lixos industriais e até caseiros.

O “negócio” é global, a produção mundial de refugos eletrônicos é de cerca de 20 a 50 milhões de toneladas. O material tóxico se divide em reciclável e não reciclável, o primeiro parte para a Índia e China, são vendidos aos empresários Asiáticos, o segundo fica na mão dos piratas do lixo. Os Piratas modernos são empreendedores dedicados ao comércio de mercadoria roubada (com um lucro de 16 milhões de dólares anos), e a descarga de refugo tóxico.  Seu melhor cliente é o Japão que detém o recorde de exportação  de material tóxico na Ásia.  A destinação mais freqüente são Tailândia, a Índia, a China e Hong Kong.

Em 2006 os Piratas do lixo Chineses jogaram ao mar cerca de 195 milhões de kg de poeira tóxica ao longo da costa da Tailândia e exportaram ilegalmente para a China 400 milhões de refugos eletrônicos vindos do Japão.

A África é a preferida pelos Piratas para se livrarem do lixo incomodo. A organização não-governamental Basel Action Network revelou que 75 por cento de material eletrônico que chega à Nigéria não podem ser reciclados e se torna um poluente. A Somalia recebe regularmente toneladas de refugo eletrônico e radioativo.

Muitas vezes os piratas descarregam suas cargas letais no mar, isso vem aumentando desde o Tsunami de 2005, causando uma onda de consternação pública hipócrita. Uma pesquisa de Times mostra que, entre os resíduos são resíduos de urânio radioativo, cádmio, mercúrio e chumbo e também materiais químicos, altamente tóxicos industriais e hospitalares da Europa.

Com toda essa patifaria, o que fazemos nós os consumidores? A resposta é empurrar para debaixo do tapete? Eu digo não. Sejamos seletivos, NÃO COMPREM, faça a indústria agir corretamente e cuidar do seu refugo. NÃO COMPACTUEM, se você joga lixo na minha casa, não vou ser nada amistoso!!!!

Os retornáveis.

Você se lembra da época em que compravamos bebidas, refrigerantes e cervejas e tínhamos que levas as garrafas? Você já recebeu leite na porta de casa? Você tinha que deixar o litro vazio e o leiteiro deixava o leite para você. Os retornáveis estão de volta. O Boticário e a Natura investem pesado no uso do refil, em conjunto com Designers famosos desenvolvem embalagens  que tem um apelo forte no visual mas não dispensa o uso de tecnologias e os princípios da sustentabilidade, como a tecnologia Tritan. Tritan é uma tecnologia desenvolvida em 2001 , patenteada, única , inovadora e que estabelece um novo padrão para embalagens, copos, garrafas e taças de cristal na industria mundial. O cristal de Titânio , inventado pela Zwiesel Kristallglas AG é completamente livre de chumbo e bário , e 60% mais resistente e durável do que o cristal de chumbo. O ciclo de vida de um produto deve ser longo e quando ele for descartado não pode interferir no ambiente. Já falamos isso aqui, mas é importante realçar que o Design tem fator preponderante no futuro de embalagens e produtos, o Designer tem que “cativar” o usuário de maneira que o “apego” seja forte, não somente o “desejo”. Na cultura contemporânea o Design cria desejos, e as indústrias estão cada vez mais interessadas no descartável, no substituível, não é assim, pois quando é posto para fora (descartado) o objeto para onde ele vai? Quantos planetas terras precisaremos ter para acomodar o “descartado”? Pelos cálculos até 2050 precisaremos de mais 5. E adivinhem? Temos um somente.

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