Comunidade de Civano. (primeira parte)

A Comunidade de Civano, localizada na parte sudeste de Tucson, é, segundo seus planejadores, “uma solução para cinco grandes problema para evitar os problemas causados pela expansão urbana: perda da comunidade, a perda de espaço aberto, congestionamentos, poluição do ar, e a má utilização dos recursos.  Civano é uma comunidade “com escolhas de como você quer viver.”

Comunidade Civano

A integração das residências com comércio, trabalho, escola e instalações públicas e administrativas foram focos de atenção dos planejadores, pois são essenciais para a vida quotidiana dos residentes, parques e espaços abertos naturais são vitais para o relaxamento, prazer e preservação da paisagem natural da região e do patrimônio.

Os princípios da utilização da iluminação passiva e ativa, materiais de construção sustentáveis e tecnolologias de conseservação de água são elementos fundamentais em toda Civano. Cada bairro terá pontos de encontros, lugares como cafés e pequenas empresas comerciais. A maioria destes pontos de encontros estão a curta distância uns dos outros, favoreendo a conservação do uso de recursos naturais e a minimização de resíduos urbanos.

(-fim da primeira parte. )

 

Sete bilhões e agora?

O fato é que não sabemos se já somos sete bilhões de pessoas no planeta, a estatística foi feita com uma margem  de erro para mais ou para menos, a discussão sobre datas exatas é irrelevante frente aos desafios que temos que enfrentar.

A escassez de água potável e comida já atingem um bilhão de desafortunados, nos próximos 20 anos teremos mais dois bilhões de habitantes no planeta.  A explosão demográfica na África continuará.

Precisamos planejar as cidades, não podemos mais conviver com o caos. É necessário que o consumo seja discutido e principalmente precisamos rever nossas atitudes.

Não podemos ficar de braço cruzado aguardando pelo pior, novas pestes, catástrofes e guerras não podem ser instrumentos de equilíbrio do planeta, afinal somos seres racionais.

Vá de bike.

Parece mágica mas é pura engenharia: você pode dobrar esta bicicleta todinha em apenas 15 segundos e deixá-la com quase metade do tamanho natural

Não se faz longe as cenas de vermos trabalhadores e estudantes pedalando diariamente para cumprir suas jornadas.

Pessoas saudáveis pedalavam para chegar ao seu destino. A sociedade mudou, do relógio virou escrava. A pressa de chegar ao destino mudaram os hábitos, e vieram os automóveis desenhados para serem consumidos. Vorazmente tomaram as vias e trouxeram para a vida moderna “a comodidade” que todos “precisavam”. As cidades foram rasgadas por ruas e avenidas, interligadas por estradas, pontes, viadutos, túneis para dar vazão ao tráfego. E lá vai o cidadão solitário em seu automóvel esbravejando no transito caótico das cidades.

Stress, obesidade, enfarte. Doenças modernas, de uma época que tempo vale ouro e a saúde não vale nada.

Se você esta  lendo este “post” e acha que algo deve ser feito, então vá de bike.

Algo que você pode fazer e deve saber:

Encorage o uso de bicicletas, construindo bicicletários seguros e com acesso fácil em edifício e centros comerciais.

Reduza a poluição causada por veículos à combustão, vá de Bike.

Ciclovias têm baixo custo de infra-estrutura, reduzem congestionamento, eliminam o ruído causado pelo tráfego e é saudável.

Para encorajar a comunidade a usar bicicleta, a chave é construir chuveiros (um chuveiro para cada 10 usuários), salas para troca de roupa e bicicletários seguros.

O gasto com projetos para bicicletários pendular não requer nenhuma dificuldade, por isso devem ser estimulado e padronizado em edifícios, shoppings, campus, e outros usos urbanos institucionais e comerciais.

A utilização de bicicletas é também socialmente responsável, pois não obriga ninguém a ter um carro para ir trabalhar, combinado com um programa de uso de carro compartilhado para casos de emergência é uma solução perfeita.

Encontro você na Ciclo Via.

bicicletário coberto

Depois que a casa caiu dá para fazer o quê?

A primeira coisa que vem à mente depois de ter prestado as devidas assistências às vítimas é saber por que a casa caiu.
Isso serve para os desastres naturais que estão ocorrendo no Brasil ano após ano.
Decretar o “Estado de calamidade pública” é uma ferramenta dos governos estaduais para facilitar a entrada de dinheiro da União para o atendimento às primeiras necessidades. Aos olhos da gestão pública é uma ferramenta importante. Se pararmos um pouquinho para pensar vamos ver que é muito mais que isso; “é uma carta de confissão do governo que baixou o decreto, dizendo aqui o poder público errou, tivemos vítimas e o prejuízo ambiental, sócio econômico foram enormes.”
Mas as autarquias governamentais vêem assim? Vamos pensar…
A população sofrida que recebe um galão de água para matar a sede é eternamente grata ao que leva até ela a esperança. É assim que eles pensam é assim que os políticos enxergam. Cena de tragédia é palanque de políticos.
Vamos ver de outro ponto de vista. Do ponto de vista do governo que faz o dever de casa.
Tomemos como exemplo a Austrália; o número de mortos foi baixíssimo se comparado ao número de mortos da região serrana do Rio de Janeiro, mas por quê? A resposta é Plano de emergência. As pessoas em área de risco em Brisbane foram avisadas da enchente até três dias com antecedência. Todos sabiam como proceder e para onde ir.
Esta claro a diferença entre ter e não ter um plano eficaz de emergência.
O que ocorre nas cidades brasileiras é a total falta de intervenção do poder público, áreas de risco são invadidas pelo cidadão que busca acomodar sua família, o poder público permite faz vista grossa. Logo os políticos através do toma lá da cá entre o poder legislativo e executivo, fazem chegar até estas áreas que se quer poderiam estar habitadas, ônibus, luz, água e claro o carnê de imposto.
A palavra urgência depois da tragédia tira toda a possibilidade de se atacar o problema de frente aplicando as melhores práticas de Urbanismo e técnicas construtivas, é o que estamos vendo em Teresópolis e Nova Friburgo.
Esta claro para todos os especialistas que a área de toda a região serrana do Rio esta sofrendo transformações diárias ou pela ação do homem ou pela própria natureza do solo ali existente.
Se olharmos em direção a região sul do Brasil, Santa Catarina, por exemplo, o problema é o mesmo. Somados todos os problemas correlatos a ocupação irregular do solo, falta de planejamento urbano adequado e plano nacional para atendimento de desastres naturais, o governo brasileiro teve que admitir frente a ONU que não tem um plano para emergências. A ONU faz levantamento e indica correções necessárias de todos os países signatários.
O Governo de Dilma Russef tem uma tarefa árdua pela frente, primeiro admitir publicamente as falhas encobertas pelo governo anterior em que ela fez parte também, segundo atender às necessidades emergenciais, terceiro fiscalizar a aplicação correta das medidas de ajuda e controlar o dinheiro depositado nas contas dos estados e municípios, quarto, trabalhar arduamente para ter um plano nacional e treinar agentes da defesa civil e da força nacional.
Até quando veremos tragédias virarem palanque de políticos? Com a palavra, a sociedade civil sua Majestade o eleitor.


Aniversário de São Paulo

Dia 25 de janeiro, todos já sabem e arrumam as malas para curtir o feriadão.

E a cidade como fica?

São Paulo da garoa vai ficando, ao sabor da própria sorte. Por onde andam os Adonirans, Caetanos, que cantaram e encantaram Sampa?

Sampa vai perdendo o brilho das estrelas, o romantismo da garoa como aquela velha senhora que outrora resplandecia em toda sua juventude a beleza e a poesia.

Máquinas de morar, máquinas de fazer dinheiro, máquinas de moer gente, são tantas máquinas que Sampa perde sua identidade de acolhedora de tantos imigrantes que um dia sonharam com Sampa para recomeçar a vida.

Os botecos viraram bares de baladas de pegação de ringue de valentes onde o flerte foi substituído pelo assédio, moças, rapazes não trocam mais olhares, mas provocações, e façam suas apostas, quem pega quem, quem vai morrer na noite?

O samba do Adoniran se calou, agora são as músicas das discotecas, onde o que menos se escuta é a musica, e não se embala mais em musica e poesia, mas somente em drogas e vodkas.

Nem a garoa existe mais, foi embora na calada da noite triste, esquecida.

Cai à chuva para lavar todas as heresias cai forte no chão impermeabilizado pela burrice abundante levando tudo com volúpia e fúria, como se vingasse daqueles que tratam Sampa com disfarces e hipocrisia.

No lugar de versos, choro e vaidade. No lugar da musica, o barulho de gente que corre atrás do rabo que se esqueceram da vida, utilizam o dinheiro de plástico indiscriminadamente, não sabem o nome do vizinho e muito menos do jornaleiro, autômatos que são matéria prima da máquina de moer gente.

Concreto, água e lama.

Veja como ajudar as vítimas da chuva na região serrana do Rio

 

As fortes chuvas que atingiram os municípios da região serrana do Rio de Janeiro mobilizam equipes de resgate e voluntários no auxílio aos desabrigados e desalojados. Entre os principais materiais que podem ser doados, estão objetos de higiene pessoal, como pasta de dente e sabonetes, colchonetes, cobertores, fraldas descartáveis, toalhas e água.

Em Teresópolis, a Defesa Civil municipal informou que, para atender os mais de 2,5 mil desabrigados que eram registrados até a manhã de quinta-feira, foi montado um posto central de atendimento no Ginásio Esportivo Pedro Jahara, na rua Tenente Luiz Meirelles, número 211, no centro da cidade. Também podem ser entregues doações na Secretaria de Desenvolvimento Social, localizada na avenida Alberto Torres, em frente ao Hospital São José, no bairro do Alto.

A prefeitura da cidade também abriu uma conta bancária no Banco do Brasil, onde a população pode fazer doações em dinheiro, de qualquer valor. Com o nome “SOS Teresópolis – Donativos”, ela está disponível na agência 0741-2 do Banco do Brasil, com o número 110000-9.

Em Petrópolis, foram montados pontos de recolhimento de donativos no CIEP de Corrêas de Itaipava, na estrada União da Indústria, 2.822; na Igreja Wesleyana, no Vale do Cuiabá; na Igreja de Santa Luzia, na Estrada das Arcas; e na sede da Secretaria de Trabalho, Ação Social e Cidadania, na rua Aureliano Coutinho, 81, no centro da cidade.

Na região Serrana, há cinco pontos de doações para ajuda de animais feridos (Rua Corrêa Dutra, 99 loja 5, Avenida Bartolomeu Mitre, 455 lojas 106 e 107, Rua Santa Clara, 110, Rua Paula Freitas, 61, e Rua Barão Mesquita, 891). Ração, água, cobertores jornais e os remédios unguento, cefalexina, amoxilina, iodo, gaze, ataduras, esparadrapo, seringas, sulfa, vermifugo, cicatrizantes, antissépticos e povodine são as maiores necessidades.

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), também mobilizou uma equipe para prestar solidariedade à população do Rio de Janeiro que sofre com as enxurradas dos últimos dias. A Defesa Civil do Estado montou um posto permanente de recebimento de doações no Armazém 7 do Cais do Porto, em Porto Alegre. Além das doações no Cais do Porto, quem quiser ajudar pode ligar para o 199 ou para (51) 3210-4219.

Viva Rio
O Programa de Voluntariado do Viva Rio também iniciou uma campanha de arrecadação de donativos (roupas e mantimentos) para a região serrana. As doações podem ser feitas na sede da ONG, na rua do Russel, 76, no bairro Glória, no Rio de Janeiro. Para maiores informações, o Viva Rio disponibiliza os telefones (21) 2555-3750 e (21) 2555-3785.

Cruz Vermelha
A Cruz Vermelha no Brasil recebe doações de alimentos, materiais de higiene pessoal e produtos de limpeza nas unidades do Rio de Janeiro (Praça Cruz Vermelha, 1012, centro) e de Nova Iguaçu (na rua Coronel Bernardino de Melo, 2085, e na rua Alberto Cocoza, 86, no centro).

A filial de São Paulo também recebe donativos: avenida Moreira Guimarães, 699, Indianópolis).

Polícia Militar
Todos os batalhões da Polícia Militar do Estado recebem doações para as vítimas das chuvas. O material arrecadado será encaminhado ao 12º Batalhão de Polícia Militar de Niterói, de onde será enviado para as áreas afetadas. A PM recomenda que sejam doados água mineral, alimentos e material de higiene.

Ministério Público
O Ministério Público do Rio de Janeiro recebe doações na portaria do edifício-sede do MP-RJ, na avenida Marechal Câmara, 370, no centro do Rio. A coleta é feita no período das 10h às 17h, de segunda a sexta-feira. Os donativos serão encaminhadas à Defesa Civil do Estado para serem distribuídas às vítimas das enchentes.

Fashion Rio
O Fashion Rio terá um posto de coleta de donativos às vítimas das chuvas no Rio nos dois últimos dias de evento – sexta-feira e sábado. As doações podem ser feitas na entrada da semana de moda, no balcão de credenciamento. A organização espera receber roupas, cobertores, água e alimentos não perecíveis, que serão entregues ao Sistema Firjan, responsável por levá-las até as vítimas.

 

Metrô
O Metrô Rio informou que recolhe, a partir de sexta-feira, donativos para as vítimas das chuvas, em parceria com a ONG Viva Rio. A coleta será feita em 11 estações das Linhas 1 e 2: Carioca, Central, Largo do Machado, Catete, Glória, Ipanema/General Osório, Pavuna, Saens Peña, Botafogo, Nova América/Del Castilho e Siqueira Campos. Poderão ser doados até o dia 11 de fevereiro água, alimentos não perecíveis e material de higiene pessoal.

Rodovias
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também vai receber donativos a partir desta quinta-feira em postos montados nas principais rodovias da região. Dois postos irão funcionar 24 horas, no km 269 da BR-101, no trecho de Casemiro de Abreu, e na BR-101, no pedágio da Rio-Magé.

Outros três postos devem funcionar das 8h às 17h, no km 109 da rodovia Washington Luís, e na Presidente Dutra, no km 133, próximo ao pedágio, e no km 227. Os donativos arrecadados serão entregues à Cruz Vermelha, que fará a distribuição.

OAB-SP

As 223 subseções da OAB-SP em todo o Estado de São Paulo recebem os donativos destinados à Cruz Vermelha Brasileira, que intensificou a campanha nacional em prol das vítimas das enchentes no Sudeste do País, especialmente na região serrana do Rio de Janeiro.

Bancos
O Banco Bradesco abriu uma conta uma conta corrente para receber doações em solidariedade às vítimas das enchentes que afetaram a região serrana do Rio de Janeiro. O fundo tem como nome do beneficiário “Fundo Estadual da Assistência Social” e está disponível na agência 6570-6 e conta corrente 2011-7.

A Caixa Econômica Federal também abriu uma conta corrente para ajudar as vítimas das chuvas no estado do Rio de Janeiro. As doações aos moradores das regiões em estado de emergência podem ser feitas na conta da Defesa Civil do Rio de Janeiro, número 2011-0, agência 0199, operação 006.

O Itaú Unibanco lançou um programa de mobilização interna e externa, com o objetivo de multiplicar os esforços no atendimento imediato às vítimas das chuvas. A partir de sexta-feira, doações podem ser feitas no fundo que tem como nome do beneficiário “Fundo Estadual de Assistência Social do Rio de Janeiro” e está disponível na agência 5673 e conta corrente 00594-7. O número do banco Itaú é 341 e o CNPJ 02932524/0001-46. Os recursos serão direcionados para o Estado por meio de parceria com a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos.

Supermercados
O grupo Pão de Açúcar montou postos de coletas de donativos nas 100 lojas da rede no Rio de Janeiro. As doações podem ser feitas nos supermercados Pão de Açúcar, ABC Compre Bem, Sendas, Extra Supermercados e Assaí. De acordo com a assessoria do grupo, o material será recolhido até o dia 26 de janeiro.

Shoppings
Os oito shoppings administrados pelo grupo Aliansce do Rio de Janeiro disponibilizou caixas de coleta de doações do Programa Aliansce Solidária, distribuídas nos shoppings Leblon, Via Parque, Grande Rio, Caxias, Bangu, Carioca, Passeio e Santa Cruz. O Center Shopping Rio, em Jacarepaguá, também recebe doações para os desabrigados das chuvas da região serrana. Serão recolhidos agasalhos, colchonetes, alimentos não perecíveis, água mineral e material de higiene pessoal.

Nove shoppings da empresa BRMalls recebem donativos para os desabrigados das chuvas que atingiram a região serrana até o dia 31 de janeiro. Caixas de coleta foram colocadas no Center Shopping Rio, Fashion Mall, Ilha Plaza, NorteShopping, Plaza Shopping, Recreio Shopping, Rio Plaza, Shopping Tijuca e West Shopping. Os itens mais pedidos são alimentos não perecíveis, água potável, materiais de higiene pessoal, agasalhos e colchões. As

Clubes de futebol
O Flamengo recebe donativos na sede do clube, na Gávea, no Rio.

CNBB
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou uma campanha de arrecadação de donativos para as vítimas de toda a região Sudeste. Batizada SOS Sudeste, ela irá recolher dinheiro por meio de duas contas correntes: Conta 1490-8, Agência 1041 – OP. 003, Caixa Econômica Federal e Conta 32.000-5, Agência 3475-4, Banco do Brasil.

A entidade também criticou a falta de ações preventivas dos governos locais e diz esperar que “as autoridades competentes se comprometam eficazmente na busca de solução para que catástrofes como estas a que assistimos não se repitam, vitimando milhares de pessoas”.

Doação de sangue
O Instituto Estadual de Hematologia do Rio de Janeiro (HemoRio) solicita que a população doe sangue para atender as vítimas das chuvas. A doação pode ser feita na sede do instituto, na rua Frei Caneca, 8, na região central da cidade do Rio de Janeiro.

Voluntários
O Ministério de Saúde mobilizou cerca de 300 profissionais de saúde da rede hospitalar federal no Rio para reforçar o atendimento às vítimas e mais 50 voluntários foram deslocados para os municípios atingidos pelas enchentes. Para reforçar a equipe que presta os serviços na região, o Ministério cadastra voluntários por meio de um link no site da pasta na internet (www.saude.gov.br).

Instituição de ensino
A Unigranrio convocou seus funcionários, alunos e professores para ajudar as famílias que perderam suas casas nas chuvas, pedindo que cada um contribua com doações numa das 11 unidades do Estado. Haverá coleta de gêneros de primeira necessidade, que serão entregues à Cruz Vermelha (centro do Rio), responsável pela distribuição. Os seguintes itens são necessitados: água mineral, alimentos de pronto consumo (massas e sopas desidratadas, biscoitos, cereais), sucos de caixa, leite em pó e afins, agasalhos, colchonetes, roupa de cama e banho, cobertores, material de higiene pessoal e de limpeza.

 

Projeto para uma cidade sustentável com alta qualidade de vida. (sonhos e devaneios).

Sobre o impacto dos acontecimentos na área serrana do Rio de Janeiro e inundações por grande parte das cidades do sudeste, eu me permiti um exercício de pensamento e anotei o que eu considero relevante para uma cidade. Delírio? Pode ser… aqui vai.

Devolver as cidades as áreas verdes aumentando a drenagem do solo, gerenciar as águas pluviais através de calhas e piscinões, remover as edificações das áreas de várzea de rio, limitar a taxa de ocupação do solo, utilizar novas técnicas construtivas como “Green Building”, limitar zonas de estacionamento nos centros das cidades para limitar o uso de veículos, implementar linhas de trens velozes e confortáveis ligando subúrbios aos centros, implementar centros de gerenciamento do clima, implementar planos de evacuação em caso de possíveis catástrofes, construir edifícios para alojamento provisório para abrigar pessoas evacuadas, elaborar códigos de obra que aumentem a eficiência do edifício e reduzam o consumo de energia, incentivar o uso de energia alternativa, incentivar o uso de bicicletas, promover a educação do povo incentivando o estudo, incentivo para as industrias construírem habitações coletivas perto de suas instalações, rever os planos diretores das grandes cidades priorizando as melhores práticas Urbanísticas aumentando a qualidade de vida dos habitantes, treinar e buscar a excelência do serviço público, oferecer serviços de saúde gratuito voltado a prevenção de doenças e tratamento de doenças crônicas, eliminar a criminalidade, eliminar a corrupção, promover a paz e a ordem, promover ações sociais, promover e incentivar a criação de trabalho, gerenciar a taxa de ocupação populacional das cidades através de estatísticas e gestão por quarteirão, promover a auto-declaração da utilização de serviços públicos pelos moradores das cidades com a finalidade de manter a excelência dos serviços prestados. Criar o cadastro do morador e informatizar os serviços das cidades, disponibilizar conexões e pontos de acesso a rede de informação dos serviços e prestações de contas do município. Apoiar e manter associações de bairros, promover o bem estar do cidadão.

Projetos, devaneios, sonho...

 

Por que temos tragédias causadas pela chuva todo início de ano?

Essa é uma questão complexa, mas é só olhar em volta que encontramos respostas.

Janeiro é época de chuvas no Sudeste, isso todos sabemos, fotos de satélites e o pessoal do INPE vem mostrando que a água no Oceano Pacífico esta mais fria e a água do Oceano Atlântico mais quente e por isso se forma a tal frente de convergência do Atlântico Sul, formando uma estrada de nuvens favorecendo o acumulo de nuvens e dificultando sua dissipação na região Sudeste do Brasil.

Ok! Sabemos a origem das fortes chuvas! Mas por que o número de mortes é tão grande?

Vamos olhar ao redor novamente.

Casas dependuradas nos morros, desafiando as leis da física vão se escorando umas nas outras pregadas ao solo como se fossem caixas de fósforos empilhadas. Lugares que jamais chegará a infra-estrutura urbana. Lixos vão sendo “armazenados” nas encostas e levados pelas primeiras águas.  O solo encharcado, remexido pela ação do homem no sonho de ter seu canto para morar, a mata de cobertura original arrancada para dar lugar às precárias moradias torna-se uma colcha de retalhos sem sustentação esperando a primeira chuva forte para fazer suas vítimas, e ela virá nas águas do verão.

Mas quantos são os moradores? Quantos em cada casa? Somente os vizinhos sabem. O poder público não conhece e nem tem as informações necessárias para o atendimento de emergência. Acontece a tragédia. A solidariedade é que surge primeiro, vizinhos é que vão dar os primeiros socorros. Em seguida aparecem os Bombeiros e os milagres vão acontecendo, no meio do caos surge uma vida salva dando alívio e sentido ao trabalho de voluntários.

Passado horas do desastre depois que a Mídia esta com seus “holofotes” ligados, vão surgindo os poderes constituídos, lamentando, prometendo ações para o futuro. Mas muitos não terão mais futuro.

As explicações começam a brotar, e a chuva fortíssima leva toda a culpa, porque pega mal culpar os mortos por terem invadido áreas que não poderiam ser habitadas.

Mas a verdade é que o número de vitimas é enorme porque não temos planos de evacuação e atendimento à catástrofe.

Muitos subúrbios de Brisbane continuam tomados pela inundação, que começou em dezembro e afetou uma área do tamanho da África do Sul, no Estado de Queensland (nordeste australiano). As chuvas deixaram 20 mortos e 53 desaparecidos, afetando 86 localidades.

Na região serrana do Rio de Janeiro já chega a 500, esse número será ultrapassado devido à quantidade de pessoas desaparecidas.

Queensland possui plano de contingência e analise de riscos para mitigar catástrofes naturais, essa é a grande diferença se comparado o número de mortos entre as duas tragédias. Sem falar que Brisbane é uma das maiores cidades da Austrália.

Tragédia é palanque para Políticos.

Deuses e as pragas do Olimpo!!!

Nada a declarar!!!

Escutei uma boa essa semana, o prefeito de São Paulo Kassab tentando explicar os transtornos causados pelas chuvas “cada ano chove mais em São Paulo”.

Se a afirmação do Kassab está certa (e está), até parece que os Deuses não gostam de nós, e todo ano abrem a torneira do céu e mandam mais água para nos castigar. Atenção Politeístas é hora de oferecermos sacrifícios aos deuses para aplacar essa ira que esta causando tanto estrago, dor, morte e prejuízo econômico a todos nós. Vamos começar oferecendo aos Deuses “atitudes positivas”. Mas o que são atitudes positivas em tempos de “desastres, inundações, deslizamentos, enchentes, perdas materiais e pessoais”?

Vamos lá:

Podemos começar a ajudar os atingidos, através da solidariedade, da reconstrução e de nossas boas vibrações e intenções.

Veja que não é pouco, e nem vão solucionar os problemas. Talvez os Deuses queiram mais que isso, talvez eles queiram sacrifícios por parte do poder público como, menos corrupção, que cortem na própria carne, diminuindo as regalias e os salários, que não recebam propinas, que não gastem o dinheiro público em vão. Vocês devem estar pensando ao lerem este texto, “estamos ferrados, esse sacrifico os Deuses jamais vão receber e as chuvas continuarão a nos castigar”. Por certo que estamos ferrados, pois toda eleição quando temos o poder nas mãos o que fazemos? Não utilizamos nossas armas como deveríamos, trocamos votos por missangas, fazemos chacotas com nossos votos, colocando Tiriricas para decidir nossas vidas, e os Deuses indignados com nossa atitude nos enviam pragas, corrupções, violência e a praga maior, políticos despreparados sem vocação, corruptos, falastrões e um poder público inerte. Existem pragas maiores que essa?

Adensamento populacional, ganância e os Deuses do Olimpo.

O adensamento urbano causado pela construção e edifícios em áreas onde as artérias de escoamento de transito não absorvem tanto volume de tráfego  é um crime.

Afirmo isso porque vão entupir mais ainda as vias e avenidas que não estão  preparadas para absorver mais carros. Em Santana zona norte de São Paulo, o bairro é antigo e pouco se fez para alargar ruas e avenidas. Existem ruelas com edifícios de dez, onze andares. Como dar vazão para todo o tráfego gerado?

Vue aerienne quartier

Com o “desenvolvimento” dos bairros, serviços , escolas, hospitais, Shopping Centers, sugem do nada. A especulação imobiliária, prefeitura, câmara de vereadores estão unidas pelo fator pecuniário, o acúmulo de riquezas. Não se interessam pela vida, pelos usuários e pelos moradores. Velhos moradores, octogenários são presos desta ocupação desenfreada, sentados em suas varandas relembrando os velhos tempos e sofrendo com a modernidade.

Sustentabilidade é um sistema que envolve analise econômica, cultural, ecológica e social.

Antes que vc  vá para o hospital, por stress. Discuta isso com seus amigos e familiares. Antes de comprar sua casa própria, lembre-se de rever todo s os pontos que lhe garantirão acesso fácil ao trabalho e principalmente projete sua vida para o futuro.

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