O que for lixo joga no quintal do outro.

Pois é, parece brincadeira, mas é verdade.

No ano passado demos de cara com uma notícia veiculada na mídia sobre um cargueiro transportando containers de lixo da Alemanha para o Brasil. Tinha desde frauda  “recheada”, lixo hospitalar etc.

Hoje, desta vez a notícia vem dos EUA. “Os EUA estão EXPORTANDO lixo tóxico para o México”.

As exportações de baterias de chumbo dos EUA para o México estão contribuindo com a exposição em locais de trabalho e no ambiente que excedem em muito os limites permitidos pelo governo americano – segundo duas organizações ambientais, uma de cada lado de fronteira. Leis menos severas no México estão tornando lucrativo o envio de baterias para reciclagem em território mexicano.

Preparado pela americana Occupational Knowledge International, e pela mexicana  Fronteras Comunes, o estudo quantifica pela primeira vez o  montante de baterias exportadas e detalha as diferenças de emissões de reciclagem e padrões de proteção à saúde. Cerca de 12% de baterias usadas nos EUA são exportadas para o México, calculam os autores. Eles notam que as exportações estão aumentando desde que houve um endurecimento de padrões ambientais nos EUA em 2008. Elas mais que dobraram de 2009 para 2010.

Os Piratas do lixo.

Os Piratas do lixo, com seus navios transportam lixo tóxico pelo mundo e desovam em sua grande maioria na África. São refugos eletrônicos, lixos hospitalares, lixos industriais e até caseiros.

O “negócio” é global, a produção mundial de refugos eletrônicos é de cerca de 20 a 50 milhões de toneladas. O material tóxico se divide em reciclável e não reciclável, o primeiro parte para a Índia e China, são vendidos aos empresários Asiáticos, o segundo fica na mão dos piratas do lixo. Os Piratas modernos são empreendedores dedicados ao comércio de mercadoria roubada (com um lucro de 16 milhões de dólares anos), e a descarga de refugo tóxico.  Seu melhor cliente é o Japão que detém o recorde de exportação  de material tóxico na Ásia.  A destinação mais freqüente são Tailândia, a Índia, a China e Hong Kong.

Em 2006 os Piratas do lixo Chineses jogaram ao mar cerca de 195 milhões de kg de poeira tóxica ao longo da costa da Tailândia e exportaram ilegalmente para a China 400 milhões de refugos eletrônicos vindos do Japão.

A África é a preferida pelos Piratas para se livrarem do lixo incomodo. A organização não-governamental Basel Action Network revelou que 75 por cento de material eletrônico que chega à Nigéria não podem ser reciclados e se torna um poluente. A Somalia recebe regularmente toneladas de refugo eletrônico e radioativo.

Muitas vezes os piratas descarregam suas cargas letais no mar, isso vem aumentando desde o Tsunami de 2005, causando uma onda de consternação pública hipócrita. Uma pesquisa de Times mostra que, entre os resíduos são resíduos de urânio radioativo, cádmio, mercúrio e chumbo e também materiais químicos, altamente tóxicos industriais e hospitalares da Europa.

Com toda essa patifaria, o que fazemos nós os consumidores? A resposta é empurrar para debaixo do tapete? Eu digo não. Sejamos seletivos, NÃO COMPREM, faça a indústria agir corretamente e cuidar do seu refugo. NÃO COMPACTUEM, se você joga lixo na minha casa, não vou ser nada amistoso!!!!

Sobre fhmanacorda
Francisco é Sócio Diretor da Zero-C Sustainable Design Group. Nossa missão é divulgar, informar, ensinar e desenvolver as melhores práticas em Sustentabilidade.

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